Schmitt, Jean-Claude História das superstições / Jean-Claude Schmitt ; trad. de Luís Serrão

História das superstições / Jean-Claude Schmitt ; trad. de Luís Serrão . - xxa Mem Martins xxa-fimyyc Europa-América yyc-fim, 1997 . - 162, [2] p . - (Forum da história; 25)
As superstições são hoje, de uma forma geral, toleradas. Elas suscitam a alguns um sorriso irónico, a outros uma curiosidade prudente. Mas como é que elas evoluíram ao longo da marcha do tempo?
«A palavra 'superstição' continua a pertencer à nossa linguagem: ainda hoje, são considerados 'supersticiosos' aqueles que parecem estabelecer uma relação de causalidade entre um ato ou um fato julgados significativos - treze convivas à mesa, o saleiro que se entorna, um espelho que se quebra, etc. - e um acontecimento, situado geralmente no futuro, que se espera ou que se receia e deseja afastar. Tais afirmações, comportamentos e crenças podem coexistir, na mesma sociedade, até num mesmo indivíduo, com uma abordagem científica e técnica dos fenômenos: pode 'bater-se na madeira' antes de embarcar num avião, embora sabendo que este voará conforme as leis da aerodinâmica. […] As 'superstições' são hoje, em geral, toleradas: o seu espectáculo suscita a alguns um sorriso irónico, a outros uma curiosidade prudente. Não são novas na sua forma: o temor dos presságios é universal. […] As superstições não se deparam já com os imperativos da fé enunciados por uma Igreja: em contrapartida, são geralmente opostas à racionalidade científica que o Ocidente forjou, sobretudo a partir do século XVIII. Mas esta substituição de um sistema de referências por outro efetuou-se muito progressivamente, e decerto que ainda não se encontra hoje totalmente concluída.»
Integrado no Ciclo de Exposições Documentais Temáticas Leituras sobre… Ciência - O grande antídoto do veneno do entusiasmo e da superstição! - Novembro de 2020
ISBN 972-1-04302-8


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